["itemContainer",{"xmlns:xsi":"http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance","xsi:schemaLocation":"http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5 http://omeka.org/schemas/omeka-xml/v5/omeka-xml-5-0.xsd","uri":"https://pragasnosperiodicos.fcsh.unl.pt/items/browse?page=2&sort_field=added&sort_dir=a&output=omeka-json","accessDate":"2026-05-20T23:45:02+01:00"},["miscellaneousContainer",["pagination",["pageNumber","2"],["perPage","10"],["totalResults","1547"]]],["item",{"itemId":"11","public":"1","featured":"1"},["collection",{"collectionId":"2"},["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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Agora é a procissão da bicha, há pouco era a alma de um pai, que depois de 10 anos de morto vinha falar no ventre da filha, no meio de horrorosas convulsões! E o pároco, contra o próprio espírito do Evangelho, prestava-se a celebrar uma missa para expelir a alma do ventre da rapariga, com tão boa vontade, como agora se prestou à procissão da bicha.\r\n(…) conviria mais que o reverendo vigário (…) instruísse os freguezes sobre o verdadeiro espírito do Evangelho, sobre as verdadeiras causas dos flagelos, assim na igreja desfizesse o que o outro faz em casa. (…) Enfim, façam o que quiserem, mas não nos dêem mais destes espectáculos atrasadores, como a procissão da bicha e quejandos.\r\n"]]]]]],["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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Vou fazer a experiência nos limoeiros por serem das árvores de espinho, as que mais sofrem com a lágrima, também pretendo no principio da primavera e verão dar-lhe golpes alternados na casca até à altura de meio metro acima do solo, para facilitar a saída da seiva e ver se assim deixa de formar-se a úlcera originada até então pela seiva acumulada debaixo da casca até esta gretar.\r\nA lágrima pode também ser originada de contusões praticadas na casca no acto da transplantação, ou mesmo depois por qualquer instrumento agrícola; pode também provir da aplicação no solo de estrumes em fermentação ou não curtidos, na expressão vulgar. \r\nNa quinta do Sr. Manuel José Bettencourt encontrei a lágrima num limoeiro enxertado em laranjeira abaixo duma fenda originada pelo peso de um grande número de limões que ele continha; estou convencido que se a fenda fosse preservada do contacto do ar, não se manifestaria a lágrima.\r\n"]]]]]],["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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Payen da atmosfera, atacando principalmente os sítios em que a acidez do terreno não é neutralizada pelos alcalis já esgotados por outras culturas. É sabido que a acidez do solo é propícia ao desenvolvimento da vegetação criptogâmica, e baseado nesta opinião o sr. Gourey aprova o uso de cal peneirada por cima dos ramos e folhas das batateiras um mês antes da época em que se manifesta a moléstia, que geralmente é dois meses depois da sementeira, quando tem lugar o desenvolvimento do tubérculo ou batata, e em que a rama começa a enfraquecer, porque toda a seiva elaborada se incumbe da alimentação dos tubérculos. E é talvez esta a razão porque a moléstia só ataca a batateira na época própria da granação, para usar a expressão vulgar.\r\nSegundo afirma o sr. Gourey por observação feita nas suas numerosas viagens este remédio é o único eficaz. \r\nNa opinião do sr, Lapa, mui distinto professor do Instituto Agrícola, o oidium é talvez devido também ao esgotamento não reparado da potassa, um dos princípios assimiláveis da vinha e em maior quantidade; ora partindo desta ideia o sr. Lapa recomenda que sendo conveniente para reparar o esgoto do solo causado pelabatta queimar-se ou enterrar-se a rama, que igualmente convém reduzir as podas da vinha a cinza e aplicá-la no terreno como adubo, ou na videira como antídoto do oidium, o que pode facilmente fazer com o regador e a cinza em cenrada. \r\nSeja ou não devido o oidium à falta de potassa. Alcali muito simpático da vinha, é na verdade incontroverso, que especialmente entre nós a debilidade da vinha, cansada pelo esgoto da potassa se não é a causa eficiente do oidium, concorre muito para o seu desenvolvimento, e para que este parasita a definhe mais depressa, por que é sabido que na ilha do Pico tiram-se as podas e as mondas das vinhas desde tempos memorizáveis sem nunca até hoje se corrigir ou adubar o solo, que geralmente é pedregoso e cheio de lagedo, e por consequência muito fraco. Já este verão aconselhei a alguns proprietários e amigos que queimassem as ondas e as podas das suas vinhas, e espalhassem as cinzas pelo solo por ser este o melhor adubo para as vinhas. Já este verão comprei alguns moios de cinza, que debaixo da minha direcção e vista foi espalhada num pomar, e o sr. Manuel Maria da Terra Brum, como proprietário inteligente, de muito gosto e amante do progresso agrícola, ordenou também ao seu feitor o uso da cinza. \r\nO sr. Lapa aconselha o uso da cinza como antídoto do oidio, baseado nos bons resultados obtidos em Toulon com o seguinte pó, cuja eficácia o sr. Lapa atribui às propriedades alcalinas, É composto o pó de 3 partes de sal de cozinha e 1 de pólvora da mina, moí-se tudo bem e deita-se com um peneiro sobre a vinha no começo da moléstia. Também há outra receita do sr. Alceati recomendada por sua eficácia, a saber: 3 pacotes de sabão, 3 de farinha desfeito tudo em 50 partes de água quente.\r\nNão é mais que uma dissolução alcalina, que equivale à cenrada da cinza das vides, ou mesmo de madeira.\r\nA natureza acaba de confiar ao homem um segredo que é não menos que uma maravilha do século das luzes! Maravilha que importa a salubridade publica, a higiene doméstica e um aumento espantoso na riqueza agrícola. Le monde marche, como o escreveu a mágica e sublime pena do simpático E. Pelletan . Eis o facto: o sr. Corne acaba de imortalizar-se com a descoberta o primeiro desinfectante do mundo que é um pó que tem a propriedade de neutralizar o cheiro insalubre e desagradável do excremento humano (…)\r\nVê-se pois que assegura um bom lucro a quem o importar de Lisboa para a nossa ilha. \r\nO guano de peixe da fábrica da Trafaria vai ficando desacreditado por não corresponder aos resultados esperados, e por causa disto na opinião do sr, Lapa provêm da grande quantidade de ácido sulfúrico livre que ele contém. É de crer que em breve este defeito seja corrigido, pois não é pequeno.\r\nA lágrima continua a perseguir as laranjeiras e principalmente os limoeiros a ponto de destruí-los. As laranjeiras salvam-se havendo vigilância e percorrendo-as mensalmente como tem feito o sr. Terra na sua grande quinta, e as laranjeiras estão muito bonitas, como há pouco observei visitando aquela propriedade cultivada com muito gosto. Apenas aparece a lágrima, é logo posta a ferida no são, e a laranjeira continua na sua vegetação normal.\r\nComo estou convencido que a lágrima é devida à acidez do terreno, que é impossível deixar de havê-la aonde se encontram constantemente as parasitas criptogâmicas no tronco das árvores e no solo debaixo delas, e como os alcalis neutralizam a acidez é provável que  (…) formar-se a úlcera originada até então pela seiva acumulada debaixo da casca até esta se gretar. \r\nA lágrima pode também ser originada de contusões praticadas na casca no acto de transplantação. Ou mesmo depois por qualquer instrumento agrícola; pode também provir da aplicação no solo de estrumes em fermentação ou não curtidos na expressão vulgar. \r\nNa quinta do sr. Manuel José Bettencourt encontrei a lágrima num limoeiro enxertado em laranjeira abaixo de uma fenda originada pelo peso de um grande número de limões que ele continha; estou convencido que se a fenda fosse preservada do contacto com o ar não se manifestaria a lágrima.\r\nOs cereais estão baratos e os milhos serôdios prometem uma boa colheita em consequência do tempo que lhe tem sido favorável\r\n"]]]]]],["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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Quem vê com os próprios olhos o rendimento principal e mais poderoso da ilha do Pico reduzido à pobreza, depois da fatal moléstia, que reduziu os lavradores a contarem por almudes o vinho que antes contavam por pipas, é que pode bem avaliar o estado a que ali se acham reduzidas as propriedades e a penúria da população, faltando-lhe o granjeio das vinhas. \r\nÉ tanto mais medonho este estado a uma ilha em que os terrenos vulcânicos e pedregosos, que são os que geralmente são cultivados de vinhas não podem produzir cereais.\r\nJá se disse que deviam ensaiar variadas culturas; mas em verdade quando se estuda com alguma atenção o terreno que é ali vinhateiro, entra-se em muita dúvida , e não mal fundada sobre a cultura que em semelhantes terrenos poderá prosperar, e cremos que nenhum dos produtos conhecidos no Distrito ali podem oferecer lucro. 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E que um terrível desengano veio ferir todas as esperanças, reduzido à mais lacerante miséria um país outrora opulento e venturoso, diremos alguma coisa ainda sobre a moléstia vinícola e sobre os meios de curá-la. \r\nOs progressos do mal este ano foram ainda mais espantosos do que no ano de 1855;  neste último ano ainda haviam sido poupados os vinhedos de leste do Douro, colhendo ainda abundantes novidades alguns proprietários; mas a moléstia de 1856 veio acabar com o desigualíssimo privilégio que eles estavam fruindo havia dois ou três anos. \r\nO flagelo chegou a todos e é provável que nos anos futuros ele se demore ainda nesses terrenos, que até agora haviam sido poupados. O que parece incontestável é que entre nós o mal corre de poente para o leste, porque o facto é que ainda há muitas vinhas próximas da raia de Espanha que ainda este ano não foram atacadas. Em 1853 manifestou-se a epidemia no baixo baixo Corgo; em 1856 invadiu já até o Tedo; em 1855 chegou ao Pinhão, e em 1856 já subiu até além da quinta das Figueiras. Este ano ainda houve muito vinho para Almendra e circunvizinhanças, - indo da Barca d’ Alva para Espanha nos vastos vinhedos situados entre o Rio Águeda e Salamanca, incluindo os da serra da Gata, ainda se não conhece o terrível criptogama; por isso os vinhos estão lé por preços baixos, e as água ardentes baratíssimas; e os especuladores estão exercendo por aquela raia, e pela de Trás-os-Montes um contrabando extenso, que vai criar e aumentar muitas fortunas.\r\nNessa marcha devastadora de flagelo no seguinte de poente para avante sem deixar os terrenos que primeiro sentiram seus vigores; nestes ele só se esforça em tornar-se cada vez mais predominante. \r\nPondo de lado certos caprichos da moléstia, no que ela é semelhante a todas as epidemias, nota-se que à maneira que ela aumenta na vinha torna-se a oliveira mais sadia, e mais abundantes os seus frutos. As condições climatéricas próprias para a vegetação da oliveira parecem estar na razão inversa daquelas que convêm à vinha. E este facto constante que havemos notado, e que é tanto mais sensível quanto agora os olivais aparecem carregados todos os anos, o que é muito raro nesta árvore.Quando as vinhas caíam sob o peso dos cachos, apresentavam-se negras e estéreis as oliveiras, agora que as oliveiras vergam com azeitonas, vemos manchadas, queimadas ou esterilizadas as videiras.\r\n\r\nAssim como sempre se tem indicado diferentes remédios para os oliveiras, também agora aparecem os inventos em favor da vinha, e cada um daqueles que numa pequena latada aplicou um meio qualquer, e dele tirou algum resultado  julgo ter encontrado o aparecido elixir. Há dias vimos num jornal de Ponta Delgada , indicado pelo sr. Domingos Monteiro Torres, o uso de água de alcatrão; este meio é considerado pelo autor como infalível e neste sentido entoa louvores a Deus em elevadas meditações religipanas. Muito louvável é certamente o empenho que tomou este agricultor em propagar pela imprensa a descoberta que fez: contudo apesar de reconhecimento que todos lhe devemos pela maneira cavalheira como inculca a sua descoberta notamos que as experiências limitaram a tão pouco, que sem que novos factos nos provém a eficácia do medicamento, apenas o consideramos como uma nova tentativa, muito aproveitável de certo, mas a que não podemos dar inteira fé, não porque o autor não diga a verdade, mas porque não teve ocasião de apreciar em toda a extensão necessária os efeitos do remédio.\r\nContudo desde já protestamos que o vamos tentar em alguns bocados de vinha, e muito estimaremos que os nossos colegas agricultores o usem também; e como é possível que a muitos não chegasse a notícia do remédio aludido, aqui diremos em resumo como se deve fazer. – Lançam-se numa dorna quatro onças d’ alcatrão líquido, untando as paredes da vasilha, e depois lança-se água fresca da fonte dentro da mesma; agita-se a água com a vassoura, fazendo-a passar sobre o alcatrão a fim deste só transmitir à água, que deve ser batida até fazer espuma: tira-se depois a água assim alcatroada para baldes, que se levam para a vinha; quando a vide  é podada, imediatamente depois o operário pega num pincel grosso, e com ele esfrega o tronco da cepa, que deste modo fica embebida no líquido insecticida, que vai atrofiar os germens da moléstia, que esperam os calores vernais para desenvolver-se. S por ventura o oidium ainda vem a desenvolver-se, torna-se necessário aspergir os cachos e folhagem afetada com a mesma água alcatroada, que, como se vê, é a coisa mais barata possível, porque ainda depois se pode lançar mais água sobre o primeiro alcatrão, sem o renovar.\r\nE agora uma excelente ocasião de tentar este remédio, porque as podas estão a principiar, ou em andamento, e por isso não se deve perder o ensejo.\r\nEntre os meios profiláticos, que tenham em seu favor uma larga experiência, parece-nos que a flor de enxofre é o único que se pode aplicar em segurança de (…continua…)\r\n"]]]]]],["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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Em fim todos quantos fizeram uso deste específico tiraram resultado lisonjeiro; é esta hoje uma opinião geral no Douro.\r\nA sua aplicação contudo não é operação tão simples que não exija todas as cautelas da parte do viticultor. Deve-se humedecer sempre a videira antes de fazer a insuflação; deve escolher-se um dia sereno para aplicá-la cobrir bem os sarmentos, e ter concluído a primeira insuflação quando a videira começa a limpar; a segunda insuflação é indispensável, e deve fazer-se pelo S. João, e sempre com todas as cautelas; a terceira pode melhor dispensar-se. Se não se fez com todas as precauções estamos que o lavrador pela maior parte perderá o seu trabalho e despesa.\r\nEntendemos pois e aconselhamos a todos os proprietários de vinhas de boa qualidade que não deixem passar mais um ano sem tentar melhorar o estado lastimoso em que se acham, usando dos diferentes meios que são indicados para curar a epífitia vinícola.\r\nCom quanto estejamos seguros de que nem a vinha nem o vinho acabam, e que anos de ambulância e de felicidade hão-se volver ainda para nós, não podemos contudo aventar que tempo o flagelo nos oprimirá ainda. Ainda há dias estivemos com um jurisconsulto respeitável que nos disse havia visto de pouco tempo dois prazos antigos, um de 1650, outro de 1702, em que os outorgantes acautelavam (…) bolôr na vinha, porquanto nessa hipótese o enfiteuta em vez de pagar o foro em género, satisfa-lo-ia em dinheiro, a razão de 360 reis por almude de vinho.\r\nVê-se pois que nas épocas em tais condições se estipularam ainda existiam vivos na lembrança dos contratantes os estragos que o chamado bolor fazia na videira.\r\nO bolor se então será o oidium de hoje? Há sobre isto opiniões, e o sr. Louis Leclerc não se inclina mito para este sentir; pelo contrário homens distintos como o sr. Tisserand, e o conde Brignole dizem que o oidium existiu já e acabou, e por isso também há-de acabar desta vez. Um naturalista florentino do século passado, Targione-Fozzetti descreve o criptogama da vinha como ele hoje se apresenta; parece pois que este nível da vinha já não pode afirmar que ele fosse sempre o mesmo, por que todas as plantas têm sofrido sempre epidemias, que mais ou menos tem afetado a sua existência. Demais as culturas têm variado, e por elas se tem modificado a maneira de existir dos arbustos; pois cultivaremos nós hoje a vinha como a cultivavam os romanos? Por certo que não; pois se na espécie humana se notam hoje muitos morbus que se não conheceram na antiguidade, o entre outros aí temos visto em torno de nós o assolador homicída chamado – cólera morbus – qual será a razão porque o oídium não ser+a também um novo inimigo da videira, que venha a ajuntar-se a essa interminável série dis indivíduos velhos? São pois possíveis ambas as opiniões de que o oidium seja ou não um antigo, embora desagradável conhecimento; contudo parece que o cinzeiro ou bolor, de que havia notícia ainda no princípio de século não tem caracteres muito diferentes do actual oídium.\r\nMas que caracter teve a moléstia no seu aparecimento? Que período de duração teve ela? Eis factos que não foram transmitidos e que muito contribuiram para formarmos a epicris da moléstia. Todavia a aparência geral das vinhas, o melhoramento da vara, o viço que conservam até o tempo próprio, em fim todos os simtomas indicam que vamos entrar num período de decrescimento. \r\nNada desanimem pois os lavradores, que a Providência que nos visirara com este flagelo, vai dar-nos dias mais serenos. Com que a tristeza percorrendo nós o país vinhateiro notamos em muitas propriedades os sinais percursores da sua destruição completa, caracterisados no abandono em que as vemos. Plantas bravas e destruidoras da cepa, porque esgotam a terra, tendo tido uma vegetação livre por ter sido abandonada a vinha, vão abafando esta e tornando-a esteril. Quando a mão de Deus deixar de pesar, e que o agrónomo acordando do seu sono se vir sem propriedades, sem capitais para melhorá-los ou criá-las, e só com um espetáculo medonho da sua miséria.\r\nQue dores o esperam? Quando esse momento chegar, e nos esperamos que ele não vá longe, a sua aflição deve ser muito maior do que a que atualmente sente; porque agora vê-se pobre, mas em torno de si não observa senão rostos macerados pelas lágrimas e pela abstinência, e quando a epidemia desaparecer contemplará a abundância e ventura de seus vinhos.\r\nÉ pois de toda a conveniência que os vinhateiros procurem granjear e sustentarem as suas vinhas para que um mal de alguns anos não se exponham a um sofrimento indefinido. Essas culturas de cereais, de que se lançou mão nos primeiros dois anos da moléstia devem ser abandonadas: 1º porque a cultura fica caríssima, visto que não se pode fazer por arado, mas só é enxada; 2º porque a produção é nula, não só pela magreza da terra, mas sobre tudo pela falta de adubo; 3º porque tais culturas entre as vinhas destroem estas, enfraquecem-nas fazendo-as muito mais sujeitas a quaisquer acessos morbosos. Deve pois acabar para sempre a cultura do centeio, trigo, cevada e tremoços no meio das vinhas. Não encontramos tantos inconvenientes no milho que devem cultivar-se quando aí possam tirar vantagem (continua noutro numero do mesmo jornal).\r\n"]]]]]],["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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É certo que em geral o terreno é mau para qualquer cultura que não seja à vinícola, mas nem por isso se devem deixar de aproveitar as localidades que forem favorecidas. No baixo Corgo muitos dos terrenos que hoje são vinhas ainda não há muitos anos que eram terrenos de pão, soutos e castanheiros. Outros que foram logo desbravados para plantar baceladas poderão também produzir a oliveira, a amoreira, a amendoeira e o algodoeiro. Este, sobretudo tem terrenos tão quentes para poder cultivar-se, que é provável que viesse a propagar-se. A amendoeira é também uma árvore de muito interesse, e que se dá em terras fracas; nós a vemos em toda a força de produção nas margens alcantiladas do Douro, a Leste do país propriamente vinhateiro.\r\nNão concluiremos este artigo sem bradarmos bem alto os habitantes do país vinhateiro do Douro para que tenham coragem no meio do desbarato da sua fortuna que contemplam; que se não entreguem ao desespero que por palavras e por factos se vão desviando; e ao Governo pediremos que lance vistas de compaixão sobre aquele país, outrora o mais rico de Portugal, e hoje o mais desgraçado – ele tem direito a socorros extraordinários, sem os quais será difícil conservar-se aquele germen da riqueza pública. 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Exª., se se sirva de fazer adotar a referida postura nos demais concelhos desta ilha, por ser o seu contexto da maior importância, e interesse publico; - e infrutuosa seriam as medidas adotadas neste concelho, se nos demais houvesse descuido, e negligência a respeito da introdução de plantas, e frutos, onde pode vir o terrível flagelo que se procura evitar e reduzira a total miséria este ditoso país. Deus guarda V. Exª., Angra do Heroísmo, 31 de Dezembro de 1846.     "]]]]]],["elementSetContainer",["elementSet",{"elementSetId":"1"},["name","Dublin Core"],["description","The Dublin Core metadata element set is common to all Omeka records, including items, files, and collections. 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